No inÃcio do ano, passei mais ou menos 1 mês frequentando a Oficina Guaianases de Gravura, lá na federal. É um dos ateliês mais legais do CAC, e lá, além de conhecer artistas interessantÃssimos, eu pude aprender e praticar do inÃcio ao fim o processo de produção de uma litogravura (não vou explicar o processo todo, aqui tem mais informações). Seu Hélio, mestre impressor há mais de 30 anos, foi quem me orientou durante esse tempo que passei por lá.
Pra minha primeira pedra, seu Hélio me deu tema livre. E aà saiu isso, que até hoje não sei explicar o que é:
Desenhar numa pedra calcária é uma experiência bem peculiar. Os lápis, de fabricação de seu Hélio, tem um alto percentual de gordura, que penetra na pedra e atrai a tinta na hora de imprimir. Usei 3 lápis diferentes, um gordo, um magro e um médio. É mais ou menos como usar lápis 6B, 4B e 2B. As linhas mais finas eram as mais difÃceis de fazer. Mas a diferença maior vem na hora de apagar. A “borracha” nada mais é do que um pedaço de pedra igual à que serve de suporte para o desenho. Pra apagar é preciso raspar a pedra até tirar toda a gordura deixada pelo lápis, e isso demoooora. Já passei tardes inteiras só apagando a pedra e fazendo pequenos ajustes antes de imprimir.
A impressão, aliás, é sempre uma surpresa. Na minha primeira tentativa, algumas áreas saÃram escuras demais, outras muito claras, em outras a tinta não se espalhou bem… a vantagem é que sempre dá pra voltar pra a pedra, mudar, consertar os erros e fazer de novo. Leva dias, mas esse tempo que passei lá me ensinou, entre outras coisas, a ser mais paciente.

Fiz duas impressões dessa gravura, e tem algumas diferenças sutis (e outras nem tanto) entre a primeira e a segunda (a imagem fica maior, é só clicar). E quem acertar todas e postar primeiro nos comentários ganha um jambo madurinho do jardim do CAC, hehehehehhehe. 1 2 3 VALENDOOOO














