~ gente, o post de hoje é sobre “desenhar” mais no sentido de design do que de desenho propriamente dito. mas tem desenho também. E ficou meio longo, mas tá legal ~
Abajur, do francês abat-jour, abaixar a luz.
Eu sempre gostei de luz suave, não suporto aquela luz branca de hospital, especialmente em casa, então estou sempre procurando maneiras de deixar as luzes do cafofo mais quentinhas e suaves.
Aí essa semana, passeando pelo centro, vi uma coisa interessante na lojinha do MAMAM. Uma cúpula de acetato que você dobra, encaixa, e apóia numa taça de vinho com uma velinha dentro, e fica um mini-abajur super delicado e fofo. Genial. E obviamente custava os olhos da cara. Não comprei, né. Mas na mesma hora minha cabeça começou a fervilhar de idéias que, assim que cheguei em casa, comecei a pôr em prática.
Comecei a pensar que podia ter um milhão de cúpulas diferentes, cada uma com um desenho especial. Fiz uns testes pra chegar no melhor formato pra a cúpula, e depois de muito papel e durex, cheguei no molde ideal, que passei pro computador. Mas a questão maior era o que desenhar?
Aí lembrei de uns azulejos antigos que comprei outro dia numa sucata de azulejos (é, eu gosto de passear em lugares estranhos), e um deles tem um padrão tão lindo que resolvi usar no meu projetinho.
Scaneei o azulejo e desenhei o pattern no Illustrator, com algumas pequenas alterações, e pensei que podia ficar legal tentar reproduzir uma técnica de relevo em papel vegetal, que me lembro de ter visto muito em convites de casamento/batizado/15 anos quando era pequena. Tipo isso aqui. É bem cafoninha, eu sei, mas a gente não pode condenar uma técnica por causa do uso questionável que algumas pessoas fazem dela, né? a menos que seja o CorelDraw, haha. Eu não fazia idéia de qual seria a melhor maneira de fazer o relevo, mas consegui resolver com um clipe de papel (que tem a ponta arredondada, e não machuca o papel vegetal), decalcando por cima da arte impressa, com um paninho por baixo, pra o papel ceder.
Foram várias horas assistindo novela filmes de Woody Allen, e o resultado ficou bem mais, digamos, rústico do que eu imaginava, mas gostei muito depois de pronto e funcionando.
Montar foi a coisa mais simples. Foi só colar as duas pontas com durex por dentro, colocar por cima da taça e curtir a luz romântica da velinha.
E pra quem quiser, tem um molde feliz em pdf pra baixar, lá na página de goodies!! Obviamente, o tamanho ideal da cúpula varia em função das dimensões da taça. Eu não entendo nada de taças, só sei que a que usei foi de 250ml. Mas o mais importante é a idéia simples, elegante e o melhor, de graça





























